Fotos do evento ocorrido em abril de 2005 na região de Indaiatuba/SP

1) Uma grande quantidade de vapor de água se condensa rapidamente sobre uma região aquecida, retendo grande quantidade de calor latente. Na figura é possível estimar as dimensões da formação, que muitas vezes alcança dezenas de quilômetros..
2) A grande quantidade de energia térmica retida na nuvem precisa ser liberada e com isso inicia-se um movimento de rotação do sistema. Primeiro, lentamente na metade da altura, de fora para dentro. Enquanto isso, dependendo o ar externo próximo ao sistema, mais vapor pode se condensar e se agregar ao sistema, liberando mais calor latente, aumentando sua energia .
3) Fig. 4 Como as trocas no sistema são de calor latente, a temperatura do sistema permanece constante e o mesmo não consegue trocar calor com a atmosfera num tempo proporcional ao seu crescimento. Assim, o sistema todo começa a girar, transformando a energia térmica em energia cinética (rotação). O movimento de rotação adquirido pelo sistema, faz com que este se desloque para pontos de alta pressão, buscando dissipar a energia em excesso.
4) Durante seu deslocamento, o sistema encontra uma forma de dissipar energia, promovendo precipitação, principalmente na forma de chuva ( em alguns casos granizo ) e muito vento.

5) Figura 5. Em outros pontos, abaixo do sistema, sob condições especiais de pressão e temperatura, o sistema encontra outra forma de dissipação de energia, através da formação de um ou mais cones de revolução que saem da base da nuvem e vai até o solo. Nesta foto, é possível visualizar o grande funil de ar girando, como se fosse uma tromba. Esse funil ao dissipar a energia do sistema, o faz com alta velocidade de rotação, provocando estragos por onde passa. Os tornados geralmente se formam sobre o continente e desaparecem no continente mesmo. O completo mecanismo de formação dos tornados não é ainda totalmente conhecido, mas certamente sua origem está na distribuição da energia trocada entre a superfície e a atmosfera reinante.

Fonte:
Viviane Pedroso, aluna do curso regular de graduação Prod. Produção Mecânica